A aula de química passou rápido, mas a de matemática foi a mais lenta. Eu quase conseguia sentir a Claustrofobia se arrastando para cada vez mais perto de mim, quando peguei minhas coisas e sai bem no meio de uma explicação do professor. Fiquei andando de um lado para o outro no corredor. Eu sentia o desespero em minhas veias. Eu sentia que estava sendo perseguida, e com alguém quase berrando em meu ouvido que eu não deveria fica na casa dos Mayer. Aquela foz ia ficando cada vez mais alta, quando não agüentei mais e me sentei no chão encostada na parede, tapando os ouvidos e deixando com que as lágrimas escorressem por meu rosto com rapidez.
-Melissa! -ouvi alguém gritar de longe. -O que houve? -quando disse de nono ja estava ao meu lado.
Levantei minha cabeça par4a ver quem era, era Tyler. Ele me olhava com os olhos arregalados e preocupados.
-O que houve, Tyler? -eu disse com a voz rouca de chorar. -O que houve é que eu estou cheia dessa vida. Sinto muito mas... Eu não posso ficar em sua casa. Eu não posso ocupar seus amigos e sua família. Eu estou indo embora da cidade, e é para sempre. -eu disse me levantando e pegando minha mochila dando as costas para ele. Mas de novo, ele pegou em meu pulso e me virou para ele.
-Mas como assim? Você não pode ir embora. E nem esta ocupando meus amigos e minha família. -ele disse. -Eu quero que você fique. Eu quero você bem. -ele disse mais de vagar ultima frase.
Aquelas palavras dele fizeram todo o sentido quando eu parei para pensar. Eu neguei com a cabeça e puxei meu pulso.
-Aqui não é o meu lugar. Aqui nunca foi o meu lugar. Se você me quer bem, deixe-me ir. -eu disse sentindo a ultima lágrima escorrendo por meu rosto.
Vi sua expressão mudar de triste para mais triste.
-Posso te dar apenas um abraço? -ele perguntou tentando conter o nó em sua garganta. Não tinha como negar um abraço de Tyler. Dei um passo em sua direção e deixei com que ele me abraçasse. Eu me senti tão bem. Me senti pequena e protegida. Deitei minha cabeça eu seu peito, tentando gravar cada segundo em minha mente. Gravar seu cheiro, e de como era confortável aquele abraço. Me afastei secando as lágrimas em meus olhos.
-Tchau, Tyler.
-Adeus, Melissa.
Me virei e fui andando de vagar para a porta da saída. Uma nova vida me esperava lá fora. A estrada me esperava lá fora. Assim que passei pela porta vi aquele carro azul entrar pelo estacionamento. Senti que minha vida tinha acabado naquele momento. Era o carro do meu pai. Me virei na mesma hora, onde Tyler ainda estava parado no mesmo lugar.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O diário de melissa (7°)
Postado por Hellen Pimentel e Ana caroline às 14:37
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