O sol estava batendo em meu rosto. Aquilo foi bom. Por um segundo me senti bem, como se nada estivesse acontecido ontem, mas logo me lembrei de onde estava o que tinha acontecido na noite passada. Foi tenso. Dei um pulo da cama fofa e olhei a minha volta. Foi gostoso ver aquele quaro familiar e com o cheiro dele. Foi bom pensar nele a noite toda. Foi ótimo imaginar como seria se tivesse ele em meus barcos agora, mas sei que isso não aconteceria. Isso nunca ia acontecer. Então me levantei e fui ate o banheiro lavar meu rosto. Sim, eu estava bem melhor. As machas roxas em volta de meu rosto estavam sumindo e a dor no meu corpo ia embora junto com ela. Ate meus olhos claros estavam mais brilhantes. Senti vontade de sorri. E eu sorri. Sorri como uma criança. Foi gostoso. Depois que acabei de lavar meu rosto desci as escadas que agora parecia bem maior do que ontem. Na verdade, tudo parecia maior do que ontem. Senti minha barriga roncar e me perguntei onde Tyler estaria, quando ouvi uma gargalhada vindo da cozinha. Sem pensar fui ate ela, onde Tyler estava com a mesma calça de moletom de ontem e sem blusa sentado na mesa com seu pai ao lado. Seu pai era bonito. Com as mesmas feições que Tyler. Seus olhos ficaram felizes quando me viram. Isso foi estranho.
-Venha Melissa. Sente-se conosco. -Tyler disse afastando a cadeira ao seu lado.
-É um prazer ter você conosco, Melissa. -seu pai disse sorrindo.
Percebi que ele olhou meus braços, não só roxos como machucados. Isso me incomodou um pouco, mas nem liguei.
-Obrigado, Sr. Meyer.
-Por favor, não me chame de Sr. Meyer. Me chame de Steve.
-Claro, Steve. -eu disse um pouco envergonhada.
A mesa estava bem farta mas não sabia o que fazer.
-Pegue o que quiser Melissa. Sinta-se em casa. -Tyler disse passando um p prato branco para mim. Fiz o que ele disse, mas não para fazer feio pequei um pouquinho de cada coisa. Estava satisfeita quando Steve puxou o assunto.
-Então Melissa. Tyler tem uma coisa para te contar. -Steve disse olhando para Tyler.
Tyler arregalou os olhos, mas logo olhou para mim e disse.
-Nós estávamos conversando antes de você acordar, que, talvez, se você quiser, pode morar com agente a partir de hoje. Minha mãe já saiu daqui para um apartamento no centro. Você pode ficar com o quarto de hospedes, e fica tudo certo. -ele disse feliz.
O que eu mais queria era morar com Tyler e seu pai. Mas e as despesas. Eu não tinha um dólar no bolso para ajudar em nada. E eu só tinha a muda de roupa do corpo.
-Eu queria muito ficar, mas não posso. Não tenho dinheiro para ajudar em casa, e só tenho essa roupa que estou usando. Sinto muito, mas, não posso. Mesmo. -eu disse curvando a boca para baixo.
-E quem disse que você precisa pagar alguma coisa? Estamos de convidando. E não tem problema algum com roupas. Tyler pode te levar ao shopping hoje e fazer algumas compras.
-Claro! Passo ate no meu cartão platinam. -Tyler disse entusiasmado com a idéia. -Melissa, por favor. Fique! Não faça essa desfeita. -ele disse fazendo carinha de cachorrinho abandonado. Não dava para dizer 'não' para aquela carinha.
Eu sorri, e assenti algumas vezes.
-Tudo bem, eu fico. -eles pularam das cadeiras como se um time de basquete tivesse feito gol e sorriram. -Mas meu pai não pode saber que eu estou aqui. Nem desconfiar. Ele pensa que eu sai da cidade. Se souber que estou aqui ele pode vir querer me buscar.
Rapidamente as expressões de seus rostos ficaram serias mas compreensivos.
-Claro. Ele não precisa saber. -Tyler disse.
-Não precisa saber. -repetiu Steve.
-Vamos então para a escola? -Tyler disse tentando sair daquele clima tenso.
-Claro. Só vou lá em cima trocar... -eu tinha esquecido que não tinha roupa, então logo calei minha boca
-Não liga, depois da escola vamos ao shopping. Vai assim mesmo. Eu que preciso trocar esse moletom. -ele disse se levantando e indo ate o segundo andar trocar de roupa.
Fiquem ligados no próximo O diário de Melissa(6°) Vejam como vai ser a reação das pessoas quando verem Melissa Johnson com Tyler Meyer.
Até lá.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
O diário de melissa (5°)
Postado por Hellen Pimentel e Ana caroline às 16:37
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