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sexta-feira, 21 de maio de 2010

O diário de Melissa (3°)

Senti as lágrimas escorrendo em meus olhos, e fiquei com raiva de mim mesma por estar chorando. Eu nunca fui fraca. Só chorei no começo, quando as brigas começaram, e na primeira e segunda vez que meu pai me espancou, mas depois, nunca mais. Engolia minha raiva junto com a dor. Depois doía mais, mas eu nem ligava. Segui a cada esquina, tentando lembrar a onde estava. Sabia que estava longe, mas não sabia onde estava. A casa da Bianca já tinha passado a muito tempo, mas eu não iria ficar de novo na casa dela. E eu tinha que sair da cidade.
No meu relógio de pulso marcava 01:00 da madrugada. Não agüentava mais as dores em minhas pernas, nem a preção no corte em meu pulso. Tinha que parar em algum lugar. Andei mais uns dois quarteirões e parei em frente a uma casa grande, com o jardim florido e a grama parecia bem fofa. Olhei para os lados, tendo certeza de que ninguém me olhava. A rua estava totalmente deserta, então botei minha mochila na grama, e a usei como almofada, deitando-me. Meu corpo estava tão cansado que nem liguei se estava desconfortável ou não. Na verdade, estava bem confortável.
Minha mente começou a dar voltas, fazendo me lembrar do pesadelo do dia, quando alguma coisa atrás de mim bateu. Depois percebi que foi uma porta. Me mantive parada, sem ao menos respirar.
-Melissa? -alguém perguntou perto de mim. Eu conhecia aquela voz a quilômetros de distancia. Me sentei, e vi aquele rosto perfeito me olhando confuso. Tyler estava com um moletom cinza, e sem camisa. Nossa, ele era perfeito, e muito gostoso. Me levantei rápido.
-é... Desculpe Tyler, não sabia que a casa nem o Jardim era seu. Desculpe. -eu disse pegando minha mochila, e dando as costas. Tyler pegou meu pulso, logo o que estava cortado. Soltei um gemido alto, me virando de novo, puxando meu pulso de sua mão.
-Desculpe! -exclamou ele um pouco culpado. -posso ver?
Tyler pegou meu pulso de novo com cuidado, e puxou um pouco a manda de meu casaco para cima. Vi seus olhos arregalarem quando viu o corte em meu pulso. Percebi também que ele vira não só o corte, mas também vira os roxos e alguns machucados dos espancamentos. Tyler puxou mais a manda de meu casaco, desta vez ate o cotovelo.
-É... Bem... é alergia. -eu disse puxando a o casaco de novo para o pulso com vergonha.
-Desde quando alergia deixa roxo e com marcas de fios? -perguntou ele, já sacando o que estava acontecendo comigo. -Melissa, agora eu sei porque você é tão estranha. No bom sentido. Sempre não quieta e em seu canto.
Deu um passo para trás não querendo parecer "estranha para ele"
-Não precisa se preocupar com isso. Já sai de casa. O problema acabou.
-Per ai? Você saiu de casa? -ele pegou mais em cima de meu braço dessa vez, me girando pra frente dele de novo.
-Sim.
-Ele te bateu de novo? -perguntou ele com o cenho enrugado. Assenti suas vezes de vagar, tentando esconder minha vergonha.
-Melissa. Não precisa ir agora. Já esta tarde. -fiquei surpresa com o que ele disse.
-Como assim Tyler? -aumentei meu tom de voz. -Meu pai deve estar correndo atrás de mim a essas horas. E se eu não sai da Cidade agora, ele vai me achar e me levar para casa de novo. A única coisa que eu vou ganhar com isso é uma boa porrada de novo. -senti meus olhos encherem de lágrimas. -Só que eu não agüento mais apanhar daquele desgraçado. Não agüento mais. -me atirei sem seus braços. Tyler passos os braços por minhaas costas, que doeram um pouco, mas não liguei.
-Vai dar tudo certo. Nossa, eu pensei que minha vida era uma droga. Meus pais estão se separando. E esta tudo confuso. -disse ele em meu ouvido. Senti minhas pernas bambearem, e meus joelhos pareceram quebrados. Não vi mais nada a minha volta.
-Melissa. Melissa, acorda. Pelo o amor de Deus. -abri meus olhos de vagar, e me dei com o rosto de Tyler a minha frente.
-O que aconteceu? -me sentei ao lado dele.
-Você desmaiou a 7 segundos atrás. Comeu alguma coisa hoje? -ele perguntou me deitando em seu colo.
-Só na escola, na intervalo. Mas depois disso, não comi mas nada.
-Droga! Melissa. Que se matar? Isso já fez mais de 18 horas. -Tyler me levantou, passando as mãos por minha cintura. Me senti literalmente no céu.
-Vamos entrar. Comer alguma coisa. Pelo amor de Deus. -sussurrou ele ao meu lado.
Sua casa era linda. A maioria de vidro, e bem iluminada. A sala estava apagada, mas a cozinha estava bem acesa.
-Preferi tomar um banho primeiro, ou quer comer algo para depois cuidar desses machucados?
-Ham? Não. Eu não vou ficar aqui. Não mesmo. Não quero dar trabalho. Alem do que, amanha você tem aula. -eu disse me sentando em um doa bancos altos do passa-prato.
-Não ´so vai passar a noite aqui, como vai ficar aqui por um tempo, ate você ter lugar para ficar. -eu estava mesmo admirando o que Tyler estava fazendo por mim. Ele era o cara mais lindo e mais popular da escola, e eu só uma maluquinha que não tem nem pai nem mãe.
-Serio mesmo, Tyler?
-Claro.
Tyler passou o prato com um sanduíche enorme com um copo de suco de maracujá.
Comi aquilo em segundos. Estava muito bom. Depois disso, ele me levou para o segundo andar, que seguimos por um corredor enorme. Depois passamos por uma porta de madeira grossa e pesada.
-Aqui é o meu quarto. -Tyler disse amostrando o enorme quarto dele.



(CONTINUA AMANHA)

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