Sai da aula de Geografia com Bianca, e de novo, saímos sem falar nada.Infelizmente era a ultima aula. Eu teria que voltar para o inferninho da minha casa. Mas como todos os dias, eu andava pela cidade, tentando pensar em algum motivo para não voltar para casa.Eu tinha todos para não voltar, mas sempre penso em minha mãe.
-Vai ficar bem amiga? -perguntou Bianca com a mesma voz de sempre.
-Vou sim amiga. Qualquer coisa te ligo. -tentei deixa ela um pouco menos despreocupada.
-Ok. Beijos. -Bianca se virou e seguiu sua rua. Senti alguma coisa dentro de mim, como uma intuição, mas era uma intuição ruim. Apertei os passos ate chegar na minha rua um tanto escura. Pensei um pouco antes de abrir a porta, mas fui corajosa, e nem pensei duas vezes e empurrei a maçaneta de ferro. A sala estava totalmente vazia sem sinal de pai maluco ou mãe um pouco desconcertado da cabeça. Sem ligar muito, joguei minha mochila no sofá podre de meu pai, e subi o primeiro degrau da escada quando ouvi um barulho estranho e abafado. De primeira vez pensei que fosse minha mãe passando mal, o que me preocupou, mas logo depois lembrei que meu pai não estava no degrau de baixo. Então subi as escadas correndo. Sem querer saber de nada, abri a porta do quarto da minha mãe que estava entre aberta. Vi minha mãe agachada na frente de meu pai, enquanto ele jogava a cabeça para trás soltando alguns gemidos. Eu sabia o que eles estavam fazendo. Fiquei feliz por eles estarem se "entendendo", e ao mesmo tempo com nojo de minha mãe estar fazendo oral com o nojento de meu pai. Era bom para ser verdade, como sempre. Me surpreendi com meu pai gritando logo em seguida.
-Vamos, piranha! Não sabe fazer direito. -ele dizia com raiva, enquanto de vez em quanto dava tapas em minha mãe. Dei um passo para trás , com o medo nascendo em mim. Eu odiava ver meu pai bater em minha mãe, ou ate mesmo abusar dela, como ele já quis abusar em mim. Infelizmente, minha mão bateu na porta, fazendo abrir a porta ate o canto. Vi os olhos de meu pai me mascararem. Dei mais um passo para trás, com a vontade de correr e sair dali, mas alguma coisa me prendia, a qual eu não sabia o que era.
-Ta olhando o que, menina? -perguntou ele com raiva. Dei mais um passo para trás. -Quer também? Então vem cá.
Ele disse empurrando minha mãe semi-nua para o lado, e andando em minha direção. Virei-me e desci as escadas correndo procurando alguma coisa para pegar ou para onde correr, mas não vi nada na minha frente. Assim que me virei, meu pai estava atrás de mim com um fio de alguma coisa de que não sei de onde veio.
-Você sabe fazer direito? Já deu umas transadinhas por ai? -perguntou ele super nojento. Eu senti repulsa, e dei dois passos para trás.
-Não vai me responder, menina? -com um só movimente, eu já estava deitada no sofá, com ele com cima de mim. Senti sua mão no zíper de minha calça. Em alguns movimentos, entrei tirar ele de cima de mim, e consegui. Levantei-me de pressa, e corri para a cozinha, abrindo uma das gavetas e pegando uma faca grande. Virei-me, nem querendo saber a quem ia acertar. Senti pegar em alguma coisa, então levantei a cabeça, e vi meu pai com a mão no braço e gemendo. Eu havia cortado seu braço, coisa que não queria fazer, mas consegui.
Isso vez com que ele me olhasse com mais raiva. Tudo estava acontecendo tão rápido que com outro movimento quase não percebido, a faca estava em meu pescoço com meu pai a controlando.
-Não! Largue-a. -ouvi alguém falar da sala. Minha mãe estava na sala, com a cara vermelha e com uma mochila vermelha na mão.
-Cale a boca, vadia. -ele gritou.
Pensei em alguns modos de me tirar dali sem que a faca pegasse em mim, mas não vi nenhum modo. Nenhum modo sem me machucar. Só havia um jeito que eu sairia, mas a faca pegaria em meu braço. Coisa que não impostei muito. De acordo com meus pensamentos, passei meu braço por trás do dele e puxei. Não ocorreu como eu planejei. A faca pegou um pouco mais a baixo, perto do pulso. O sangue começou a jorrar mas rápido, e senti alguma coisa bater em mim e cair no chão. Minha mãe da sala mesmo tacou a mochila em mim.
-Vá, Melissa. Não fiquei mais aqui. Não é seu lugar. -fiquei um tanto assustada pelo tom preocupado da minha mãe, mas fiz o que ela pediu. Peguei minha mochila e sai pela porta dos fundos.
Corri o Maximo que pude. Corri sem pensar em nada. Sem ligar se alguém estava atrás de mim. Sem pensar no sangue que jorrava forte de meu pulso. Ignorando a dor em todo meu corpo pelos espancamentos de antes. E sem rumo, não sabia para onde ia. A noite ja caia, e só tinha 13 dólares no bolso. Eu estava livre, e ao mesmo tempo presa naquele lugar.
"No próximo post, Melissa sem quere e sem saber, deita no Jardim de Tyler Mayer, o garoto mais lindo da escola, e que sem querer, encontra ela dormindo em seu jardim. Mas só que ele se preocupa com ela como nunca ninguém se preocupou”
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O diário de Melissa. (2°)
Postado por Hellen Pimentel e Ana caroline às 19:11
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário