Melissa Johnson: "Assim que passei pela porta do meu quarto, senti aquele cheiro enjoativo, a qual não me surpreendera mais. Meu pai estava fumando de novo. O cheiro de maconha com crack subia as escadas caminhando lentamente ate chegar em meu quarto pequeno e desarrumado. As vezes me perguntava porque minha vida tinha que ser tão difícil. Minha mãe era só mais uma largada da vida. Não ligava para o que eu fazia, nem para o que eu era. Meu pai era um viciado, a qual já fora preso duas vezes, e as duas por fumar e vender ilegalmente.
Desde que nasci, moro em uma casa pequena na cidade da Califórnia. Uma coisa tão pequena que quase não aparecera no mapa. Era pura depressão para uma menina de 14 anos, nunca ter conhecido a felicidade ou coisa assim. Ao menos quando eu vera Tyler Meyer. O garoto mais gato da escola. Eu realmente o gostava, mas ele nem sabe que eu existo.
Ando pelos corredores daquela bendita escola como um fantasma. As pessoas não me vem, e eu finjo que as não vejo. Em todas as aulas, sento no fundo da sala sem que os professores não liguem para o que eu estou fazendo. Na verdade, eu nunca faço nada, apenas escuto quando explicam, deixando minha lição em dia, e me esforçado para tirar um miserável D na media.
Minha única amiga, se chama Bianca. Ela me ajuda a superar os dias ruins em casa. Da ultima vez ela me deixou em sua casa por uma semana, enquanto meu pai estava loucamente louco, batendo em minha mãe, e quando tinha chance batia em mim. Não tenho coragem de o denunciar. Já basta os problemas do dia, e não precisa da policia em cima dele por espancar sua filha e sua mulher. Mas Bianca disse que se ele quiser abusar de mim, eu preciso ir na polícia o mais rápido possível. Nisso eu concordo com ela. Meu pai só tento abusar de mim uma vez, quando chegou bêbado e fumado de uma madrugada, e eu estava vendo televisão na sala. Ele dissera que se eu não fizesse ele chegar ao orgasmo, iria me bater, ate acontecer. Mas eu consegui fugir. Passei a noite na rua, mas não poderia ficar muito tempo fora. E não iria para casa de Bianca todas as vezes que meu pai ou minha mãe me batesse. Então... assim que cheguei em casa, ele estava sentado no sofá com uma garrafa de cerveja na mão, e um cinto do lado. Não pude correr dessa vez. Ele fechou todas as portar e janelas, e mais uma vez, fui espancada pelo desgraçado filho-da-puta que eu chamo de pai.
Devo admitir que meu pai é lindo e novo. Mas tenho nojo dele. Tenho nojo de entrar em casa e olhar sem sua cara. Tenho nojo de pensar que uso o meso banheiro, e como na mesma mesa. Tenho nojo de pensar no que minha mãe foi se casar. Tenho nojo de pensar o que mais ele pode fazer comigo e de minha mãe. Mas um pensamento melhor e feliz faz barrar todos esses que eu disse: Mas ai penso no dia que sair de casa junto com minha mãe, e deixar esse desgraçado para trás. Rezo por esse dia, todos os dias de minha vida."
Esse foi "O diário de Melissa" do dia. Amanha tem o segundo post, que começa a historia de Melissa.
By: Hellen Pimentel.
terça-feira, 18 de maio de 2010
O diário de Melissa. (1°)
Postado por Hellen Pimentel e Ana caroline às 19:32
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário