Senti as lágrimas escorrendo em meus olhos, e fiquei com raiva de mim mesma por estar chorando. Eu nunca fui fraca. Só chorei no começo, quando as brigas começaram, e na primeira e segunda vez que meu pai me espancou, mas depois, nunca mais. Engolia minha raiva junto com a dor. Depois doía mais, mas eu nem ligava. Segui a cada esquina, tentando lembrar a onde estava. Sabia que estava longe, mas não sabia onde estava. A casa da Bianca já tinha passado a muito tempo, mas eu não iria ficar de novo na casa dela. E eu tinha que sair da cidade.
No meu relógio de pulso marcava 01:00 da madrugada. Não agüentava mais as dores em minhas pernas, nem a preção no corte em meu pulso. Tinha que parar em algum lugar. Andei mais uns dois quarteirões e parei em frente a uma casa grande, com o jardim florido e a grama parecia bem fofa. Olhei para os lados, tendo certeza de que ninguém me olhava. A rua estava totalmente deserta, então botei minha mochila na grama, e a usei como almofada, deitando-me. Meu corpo estava tão cansado que nem liguei se estava desconfortável ou não. Na verdade, estava bem confortável.
Minha mente começou a dar voltas, fazendo me lembrar do pesadelo do dia, quando alguma coisa atrás de mim bateu. Depois percebi que foi uma porta. Me mantive parada, sem ao menos respirar.
-Melissa? -alguém perguntou perto de mim. Eu conhecia aquela voz a quilômetros de distancia. Me sentei, e vi aquele rosto perfeito me olhando confuso. Tyler estava com um moletom cinza, e sem camisa. Nossa, ele era perfeito, e muito gostoso. Me levantei rápido.
-é... Desculpe Tyler, não sabia que a casa nem o Jardim era seu. Desculpe. -eu disse pegando minha mochila, e dando as costas. Tyler pegou meu pulso, logo o que estava cortado. Soltei um gemido alto, me virando de novo, puxando meu pulso de sua mão.
-Desculpe! -exclamou ele um pouco culpado. -posso ver?
Tyler pegou meu pulso de novo com cuidado, e puxou um pouco a manda de meu casaco para cima. Vi seus olhos arregalarem quando viu o corte em meu pulso. Percebi também que ele vira não só o corte, mas também vira os roxos e alguns machucados dos espancamentos. Tyler puxou mais a manda de meu casaco, desta vez ate o cotovelo.
-É... Bem... é alergia. -eu disse puxando a o casaco de novo para o pulso com vergonha.
-Desde quando alergia deixa roxo e com marcas de fios? -perguntou ele, já sacando o que estava acontecendo comigo. -Melissa, agora eu sei porque você é tão estranha. No bom sentido. Sempre não quieta e em seu canto.
Deu um passo para trás não querendo parecer "estranha para ele"
-Não precisa se preocupar com isso. Já sai de casa. O problema acabou.
-Per ai? Você saiu de casa? -ele pegou mais em cima de meu braço dessa vez, me girando pra frente dele de novo.
-Sim.
-Ele te bateu de novo? -perguntou ele com o cenho enrugado. Assenti suas vezes de vagar, tentando esconder minha vergonha.
-Melissa. Não precisa ir agora. Já esta tarde. -fiquei surpresa com o que ele disse.
-Como assim Tyler? -aumentei meu tom de voz. -Meu pai deve estar correndo atrás de mim a essas horas. E se eu não sai da Cidade agora, ele vai me achar e me levar para casa de novo. A única coisa que eu vou ganhar com isso é uma boa porrada de novo. -senti meus olhos encherem de lágrimas. -Só que eu não agüento mais apanhar daquele desgraçado. Não agüento mais. -me atirei sem seus braços. Tyler passos os braços por minhaas costas, que doeram um pouco, mas não liguei.
-Vai dar tudo certo. Nossa, eu pensei que minha vida era uma droga. Meus pais estão se separando. E esta tudo confuso. -disse ele em meu ouvido. Senti minhas pernas bambearem, e meus joelhos pareceram quebrados. Não vi mais nada a minha volta.
-Melissa. Melissa, acorda. Pelo o amor de Deus. -abri meus olhos de vagar, e me dei com o rosto de Tyler a minha frente.
-O que aconteceu? -me sentei ao lado dele.
-Você desmaiou a 7 segundos atrás. Comeu alguma coisa hoje? -ele perguntou me deitando em seu colo.
-Só na escola, na intervalo. Mas depois disso, não comi mas nada.
-Droga! Melissa. Que se matar? Isso já fez mais de 18 horas. -Tyler me levantou, passando as mãos por minha cintura. Me senti literalmente no céu.
-Vamos entrar. Comer alguma coisa. Pelo amor de Deus. -sussurrou ele ao meu lado.
Sua casa era linda. A maioria de vidro, e bem iluminada. A sala estava apagada, mas a cozinha estava bem acesa.
-Preferi tomar um banho primeiro, ou quer comer algo para depois cuidar desses machucados?
-Ham? Não. Eu não vou ficar aqui. Não mesmo. Não quero dar trabalho. Alem do que, amanha você tem aula. -eu disse me sentando em um doa bancos altos do passa-prato.
-Não ´so vai passar a noite aqui, como vai ficar aqui por um tempo, ate você ter lugar para ficar. -eu estava mesmo admirando o que Tyler estava fazendo por mim. Ele era o cara mais lindo e mais popular da escola, e eu só uma maluquinha que não tem nem pai nem mãe.
-Serio mesmo, Tyler?
-Claro.
Tyler passou o prato com um sanduíche enorme com um copo de suco de maracujá.
Comi aquilo em segundos. Estava muito bom. Depois disso, ele me levou para o segundo andar, que seguimos por um corredor enorme. Depois passamos por uma porta de madeira grossa e pesada.
-Aqui é o meu quarto. -Tyler disse amostrando o enorme quarto dele.
(CONTINUA AMANHA)
sexta-feira, 21 de maio de 2010
O diário de Melissa (3°)
Postado por Hellen Pimentel e Ana caroline às 21:39 0 comentários
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O diário de Melissa. (2°)
Sai da aula de Geografia com Bianca, e de novo, saímos sem falar nada.Infelizmente era a ultima aula. Eu teria que voltar para o inferninho da minha casa. Mas como todos os dias, eu andava pela cidade, tentando pensar em algum motivo para não voltar para casa.Eu tinha todos para não voltar, mas sempre penso em minha mãe.
-Vai ficar bem amiga? -perguntou Bianca com a mesma voz de sempre.
-Vou sim amiga. Qualquer coisa te ligo. -tentei deixa ela um pouco menos despreocupada.
-Ok. Beijos. -Bianca se virou e seguiu sua rua. Senti alguma coisa dentro de mim, como uma intuição, mas era uma intuição ruim. Apertei os passos ate chegar na minha rua um tanto escura. Pensei um pouco antes de abrir a porta, mas fui corajosa, e nem pensei duas vezes e empurrei a maçaneta de ferro. A sala estava totalmente vazia sem sinal de pai maluco ou mãe um pouco desconcertado da cabeça. Sem ligar muito, joguei minha mochila no sofá podre de meu pai, e subi o primeiro degrau da escada quando ouvi um barulho estranho e abafado. De primeira vez pensei que fosse minha mãe passando mal, o que me preocupou, mas logo depois lembrei que meu pai não estava no degrau de baixo. Então subi as escadas correndo. Sem querer saber de nada, abri a porta do quarto da minha mãe que estava entre aberta. Vi minha mãe agachada na frente de meu pai, enquanto ele jogava a cabeça para trás soltando alguns gemidos. Eu sabia o que eles estavam fazendo. Fiquei feliz por eles estarem se "entendendo", e ao mesmo tempo com nojo de minha mãe estar fazendo oral com o nojento de meu pai. Era bom para ser verdade, como sempre. Me surpreendi com meu pai gritando logo em seguida.
-Vamos, piranha! Não sabe fazer direito. -ele dizia com raiva, enquanto de vez em quanto dava tapas em minha mãe. Dei um passo para trás , com o medo nascendo em mim. Eu odiava ver meu pai bater em minha mãe, ou ate mesmo abusar dela, como ele já quis abusar em mim. Infelizmente, minha mão bateu na porta, fazendo abrir a porta ate o canto. Vi os olhos de meu pai me mascararem. Dei mais um passo para trás, com a vontade de correr e sair dali, mas alguma coisa me prendia, a qual eu não sabia o que era.
-Ta olhando o que, menina? -perguntou ele com raiva. Dei mais um passo para trás. -Quer também? Então vem cá.
Ele disse empurrando minha mãe semi-nua para o lado, e andando em minha direção. Virei-me e desci as escadas correndo procurando alguma coisa para pegar ou para onde correr, mas não vi nada na minha frente. Assim que me virei, meu pai estava atrás de mim com um fio de alguma coisa de que não sei de onde veio.
-Você sabe fazer direito? Já deu umas transadinhas por ai? -perguntou ele super nojento. Eu senti repulsa, e dei dois passos para trás.
-Não vai me responder, menina? -com um só movimente, eu já estava deitada no sofá, com ele com cima de mim. Senti sua mão no zíper de minha calça. Em alguns movimentos, entrei tirar ele de cima de mim, e consegui. Levantei-me de pressa, e corri para a cozinha, abrindo uma das gavetas e pegando uma faca grande. Virei-me, nem querendo saber a quem ia acertar. Senti pegar em alguma coisa, então levantei a cabeça, e vi meu pai com a mão no braço e gemendo. Eu havia cortado seu braço, coisa que não queria fazer, mas consegui.
Isso vez com que ele me olhasse com mais raiva. Tudo estava acontecendo tão rápido que com outro movimento quase não percebido, a faca estava em meu pescoço com meu pai a controlando.
-Não! Largue-a. -ouvi alguém falar da sala. Minha mãe estava na sala, com a cara vermelha e com uma mochila vermelha na mão.
-Cale a boca, vadia. -ele gritou.
Pensei em alguns modos de me tirar dali sem que a faca pegasse em mim, mas não vi nenhum modo. Nenhum modo sem me machucar. Só havia um jeito que eu sairia, mas a faca pegaria em meu braço. Coisa que não impostei muito. De acordo com meus pensamentos, passei meu braço por trás do dele e puxei. Não ocorreu como eu planejei. A faca pegou um pouco mais a baixo, perto do pulso. O sangue começou a jorrar mas rápido, e senti alguma coisa bater em mim e cair no chão. Minha mãe da sala mesmo tacou a mochila em mim.
-Vá, Melissa. Não fiquei mais aqui. Não é seu lugar. -fiquei um tanto assustada pelo tom preocupado da minha mãe, mas fiz o que ela pediu. Peguei minha mochila e sai pela porta dos fundos.
Corri o Maximo que pude. Corri sem pensar em nada. Sem ligar se alguém estava atrás de mim. Sem pensar no sangue que jorrava forte de meu pulso. Ignorando a dor em todo meu corpo pelos espancamentos de antes. E sem rumo, não sabia para onde ia. A noite ja caia, e só tinha 13 dólares no bolso. Eu estava livre, e ao mesmo tempo presa naquele lugar.
"No próximo post, Melissa sem quere e sem saber, deita no Jardim de Tyler Mayer, o garoto mais lindo da escola, e que sem querer, encontra ela dormindo em seu jardim. Mas só que ele se preocupa com ela como nunca ninguém se preocupou”
Postado por Hellen Pimentel e Ana caroline às 19:11 0 comentários
terça-feira, 18 de maio de 2010
O diário de Melissa. (1°)
Melissa Johnson: "Assim que passei pela porta do meu quarto, senti aquele cheiro enjoativo, a qual não me surpreendera mais. Meu pai estava fumando de novo. O cheiro de maconha com crack subia as escadas caminhando lentamente ate chegar em meu quarto pequeno e desarrumado. As vezes me perguntava porque minha vida tinha que ser tão difícil. Minha mãe era só mais uma largada da vida. Não ligava para o que eu fazia, nem para o que eu era. Meu pai era um viciado, a qual já fora preso duas vezes, e as duas por fumar e vender ilegalmente.
Desde que nasci, moro em uma casa pequena na cidade da Califórnia. Uma coisa tão pequena que quase não aparecera no mapa. Era pura depressão para uma menina de 14 anos, nunca ter conhecido a felicidade ou coisa assim. Ao menos quando eu vera Tyler Meyer. O garoto mais gato da escola. Eu realmente o gostava, mas ele nem sabe que eu existo.
Ando pelos corredores daquela bendita escola como um fantasma. As pessoas não me vem, e eu finjo que as não vejo. Em todas as aulas, sento no fundo da sala sem que os professores não liguem para o que eu estou fazendo. Na verdade, eu nunca faço nada, apenas escuto quando explicam, deixando minha lição em dia, e me esforçado para tirar um miserável D na media.
Minha única amiga, se chama Bianca. Ela me ajuda a superar os dias ruins em casa. Da ultima vez ela me deixou em sua casa por uma semana, enquanto meu pai estava loucamente louco, batendo em minha mãe, e quando tinha chance batia em mim. Não tenho coragem de o denunciar. Já basta os problemas do dia, e não precisa da policia em cima dele por espancar sua filha e sua mulher. Mas Bianca disse que se ele quiser abusar de mim, eu preciso ir na polícia o mais rápido possível. Nisso eu concordo com ela. Meu pai só tento abusar de mim uma vez, quando chegou bêbado e fumado de uma madrugada, e eu estava vendo televisão na sala. Ele dissera que se eu não fizesse ele chegar ao orgasmo, iria me bater, ate acontecer. Mas eu consegui fugir. Passei a noite na rua, mas não poderia ficar muito tempo fora. E não iria para casa de Bianca todas as vezes que meu pai ou minha mãe me batesse. Então... assim que cheguei em casa, ele estava sentado no sofá com uma garrafa de cerveja na mão, e um cinto do lado. Não pude correr dessa vez. Ele fechou todas as portar e janelas, e mais uma vez, fui espancada pelo desgraçado filho-da-puta que eu chamo de pai.
Devo admitir que meu pai é lindo e novo. Mas tenho nojo dele. Tenho nojo de entrar em casa e olhar sem sua cara. Tenho nojo de pensar que uso o meso banheiro, e como na mesma mesa. Tenho nojo de pensar no que minha mãe foi se casar. Tenho nojo de pensar o que mais ele pode fazer comigo e de minha mãe. Mas um pensamento melhor e feliz faz barrar todos esses que eu disse: Mas ai penso no dia que sair de casa junto com minha mãe, e deixar esse desgraçado para trás. Rezo por esse dia, todos os dias de minha vida."
Esse foi "O diário de Melissa" do dia. Amanha tem o segundo post, que começa a historia de Melissa.
By: Hellen Pimentel.
Postado por Hellen Pimentel e Ana caroline às 19:32 0 comentários
O diário de Melissa.
O diário de Melissa, conta a historia da vida de uma garota que tem a vida difícil. Seu pai é um viciado. Sua mãe é uma desleixada. E alem de tudo, é ignorada na escola onde freqüenta. Sua única amiga é uma menina que a ajuda a superar os dias difíceis. Todos os dias irei postar uma historia de Melissa. Sendo assim: O diário de Melissa.
by: Hellen Pimentel.
Postado por Hellen Pimentel e Ana caroline às 19:16 0 comentários
