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quarta-feira, 14 de julho de 2010

O diário de melissa (7°)

A aula de química passou rápido, mas a de matemática foi a mais lenta. Eu quase conseguia sentir a Claustrofobia se arrastando para cada vez mais perto de mim, quando peguei minhas coisas e sai bem no meio de uma explicação do professor. Fiquei andando de um lado para o outro no corredor. Eu sentia o desespero em minhas veias. Eu sentia que estava sendo perseguida, e com alguém quase berrando em meu ouvido que eu não deveria fica na casa dos Mayer. Aquela foz ia ficando cada vez mais alta, quando não agüentei mais e me sentei no chão encostada na parede, tapando os ouvidos e deixando com que as lágrimas escorressem por meu rosto com rapidez.
-Melissa! -ouvi alguém gritar de longe. -O que houve? -quando disse de nono ja estava ao meu lado.
Levantei minha cabeça par4a ver quem era, era Tyler. Ele me olhava com os olhos arregalados e preocupados.
-O que houve, Tyler? -eu disse com a voz rouca de chorar. -O que houve é que eu estou cheia dessa vida. Sinto muito mas... Eu não posso ficar em sua casa. Eu não posso ocupar seus amigos e sua família. Eu estou indo embora da cidade, e é para sempre. -eu disse me levantando e pegando minha mochila dando as costas para ele. Mas de novo, ele pegou em meu pulso e me virou para ele.
-Mas como assim? Você não pode ir embora. E nem esta ocupando meus amigos e minha família. -ele disse. -Eu quero que você fique. Eu quero você bem. -ele disse mais de vagar ultima frase.
Aquelas palavras dele fizeram todo o sentido quando eu parei para pensar. Eu neguei com a cabeça e puxei meu pulso.
-Aqui não é o meu lugar. Aqui nunca foi o meu lugar. Se você me quer bem, deixe-me ir. -eu disse sentindo a ultima lágrima escorrendo por meu rosto.
Vi sua expressão mudar de triste para mais triste.
-Posso te dar apenas um abraço? -ele perguntou tentando conter o nó em sua garganta. Não tinha como negar um abraço de Tyler. Dei um passo em sua direção e deixei com que ele me abraçasse. Eu me senti tão bem. Me senti pequena e protegida. Deitei minha cabeça eu seu peito, tentando gravar cada segundo em minha mente. Gravar seu cheiro, e de como era confortável aquele abraço. Me afastei secando as lágrimas em meus olhos.
-Tchau, Tyler.
-Adeus, Melissa.
Me virei e fui andando de vagar para a porta da saída. Uma nova vida me esperava lá fora. A estrada me esperava lá fora. Assim que passei pela porta vi aquele carro azul entrar pelo estacionamento. Senti que minha vida tinha acabado naquele momento. Era o carro do meu pai. Me virei na mesma hora, onde Tyler ainda estava parado no mesmo lugar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O diário de melissa(6°)

Tyler desceu as escadas com uma blusa azul que realçava seus olhos claros e com a sua e a minha mochila nas mãos. Sorri então fomos para a escola no carro dele. Não falamos muito ate chegarmos lá. Mas Tyler tentou varias vezes puxar assunto.
Quando passamos pelo portão do estacionamento percebi que os olhos já estavam todos em cima de nós, na verdade, em cima de mim. Respirei fundo algumas vezes e abaixei a cabeça.
-Não ligue para o que eles vão falar ou fazer. Você esta comigo agora, e é isso que importa- Tyler disse com a voz dura, percebendo também o olhar escroto das pessoas em cima de mim.
Assim que ele parou em uma vaga, vi seus amigos e sua namorada parar em volta do carro. Ouvi ele dizer algo como: ninguém merece mas nem quis escuta. Tyler saiu do carro e fechou a porta. O som estava abafado mas pude ouvir muito bem o que eles estavam falando.
-Não falem nada. -ele disse olha para cada um.
-O que ela esta fazendo com você?- perguntou Jessica, sua namorada.
-Ela esta comigo. Algum problema?
-Como assim com você? -ela perguntou mais alto enquanto seus outros colegas ainda o fuzilava com os olhos.
-É complicado. Conversamos depois. Com licença. -ele disse abrindo espaço entre seus amigos e dando a volta ate minha porta.
-Venha comigo e não olhe para ninguém. -ele disse estendendo a mão para mim.
Sem medo peguei sua mão e sai. Ele me acompanhou ate a sala de química, e foi para a sua. As pessoas me olham estranhamente. Sem disfarçar. Tinha que admitir que minha vida melhorou 50%. Mas meu pai ainda estaria atrás de mim por ai. Mas eu só queria pensar em Tyler e que agora estava morando na mesma casa que ele. Nada mais importava.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O diário de melissa (5°)

O sol estava batendo em meu rosto. Aquilo foi bom. Por um segundo me senti bem, como se nada estivesse acontecido ontem, mas logo me lembrei de onde estava o que tinha acontecido na noite passada. Foi tenso. Dei um pulo da cama fofa e olhei a minha volta. Foi gostoso ver aquele quaro familiar e com o cheiro dele. Foi bom pensar nele a noite toda. Foi ótimo imaginar como seria se tivesse ele em meus barcos agora, mas sei que isso não aconteceria. Isso nunca ia acontecer. Então me levantei e fui ate o banheiro lavar meu rosto. Sim, eu estava bem melhor. As machas roxas em volta de meu rosto estavam sumindo e a dor no meu corpo ia embora junto com ela. Ate meus olhos claros estavam mais brilhantes. Senti vontade de sorri. E eu sorri. Sorri como uma criança. Foi gostoso. Depois que acabei de lavar meu rosto desci as escadas que agora parecia bem maior do que ontem. Na verdade, tudo parecia maior do que ontem. Senti minha barriga roncar e me perguntei onde Tyler estaria, quando ouvi uma gargalhada vindo da cozinha. Sem pensar fui ate ela, onde Tyler estava com a mesma calça de moletom de ontem e sem blusa sentado na mesa com seu pai ao lado. Seu pai era bonito. Com as mesmas feições que Tyler. Seus olhos ficaram felizes quando me viram. Isso foi estranho.
-Venha Melissa. Sente-se conosco. -Tyler disse afastando a cadeira ao seu lado.
-É um prazer ter você conosco, Melissa. -seu pai disse sorrindo.
Percebi que ele olhou meus braços, não só roxos como machucados. Isso me incomodou um pouco, mas nem liguei.
-Obrigado, Sr. Meyer.
-Por favor, não me chame de Sr. Meyer. Me chame de Steve.
-Claro, Steve. -eu disse um pouco envergonhada.
A mesa estava bem farta mas não sabia o que fazer.
-Pegue o que quiser Melissa. Sinta-se em casa. -Tyler disse passando um p prato branco para mim. Fiz o que ele disse, mas não para fazer feio pequei um pouquinho de cada coisa. Estava satisfeita quando Steve puxou o assunto.
-Então Melissa. Tyler tem uma coisa para te contar. -Steve disse olhando para Tyler.
Tyler arregalou os olhos, mas logo olhou para mim e disse.
-Nós estávamos conversando antes de você acordar, que, talvez, se você quiser, pode morar com agente a partir de hoje. Minha mãe já saiu daqui para um apartamento no centro. Você pode ficar com o quarto de hospedes, e fica tudo certo. -ele disse feliz.
O que eu mais queria era morar com Tyler e seu pai. Mas e as despesas. Eu não tinha um dólar no bolso para ajudar em nada. E eu só tinha a muda de roupa do corpo.
-Eu queria muito ficar, mas não posso. Não tenho dinheiro para ajudar em casa, e só tenho essa roupa que estou usando. Sinto muito, mas, não posso. Mesmo. -eu disse curvando a boca para baixo.
-E quem disse que você precisa pagar alguma coisa? Estamos de convidando. E não tem problema algum com roupas. Tyler pode te levar ao shopping hoje e fazer algumas compras.
-Claro! Passo ate no meu cartão platinam. -Tyler disse entusiasmado com a idéia. -Melissa, por favor. Fique! Não faça essa desfeita. -ele disse fazendo carinha de cachorrinho abandonado. Não dava para dizer 'não' para aquela carinha.
Eu sorri, e assenti algumas vezes.
-Tudo bem, eu fico. -eles pularam das cadeiras como se um time de basquete tivesse feito gol e sorriram. -Mas meu pai não pode saber que eu estou aqui. Nem desconfiar. Ele pensa que eu sai da cidade. Se souber que estou aqui ele pode vir querer me buscar.
Rapidamente as expressões de seus rostos ficaram serias mas compreensivos.
-Claro. Ele não precisa saber. -Tyler disse.
-Não precisa saber. -repetiu Steve.
-Vamos então para a escola? -Tyler disse tentando sair daquele clima tenso.
-Claro. Só vou lá em cima trocar... -eu tinha esquecido que não tinha roupa, então logo calei minha boca
-Não liga, depois da escola vamos ao shopping. Vai assim mesmo. Eu que preciso trocar esse moletom. -ele disse se levantando e indo ate o segundo andar trocar de roupa.





Fiquem ligados no próximo O diário de Melissa(6°) Vejam como vai ser a reação das pessoas quando verem Melissa Johnson com Tyler Meyer.
Até lá.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O diário de melissa (4°)

-Aqui é meu quarto. –disse Tyler amostrando o enorme quarto dele. Era realmente lindo. A parede dos fundos era de uma azul marinho com as outras 3 de um azul bebe. Uma cama enorme estava centralizada no meio do quarto. Pude reparar também nas duas guitarras e um violão preso na parede, com o que eu não sei. Entrei um pouco envergonhada e pude o ouvir fechando a porta atrás de mim.
-O banheiro é ali. -ele disse apontando para uma porta que estava entre aberta com a luz apagada. -Tome esse roupão. Quando sair do banho só o põe. -ele me passou o roupão me levando ate o banheiro.
A água estava quente e nem deu vontade de sair mais de lá. Mas percebi que a luz foi caindo cada vez mais, então desliguei o chuveiro. Encarei-me no espelho. Meu rosto estava mesmo acabado. Nem meus olhos claros davam uma avivada naquele rosto morto. Penteei meus cabelos claros que estavam bem emaranhados e os prendi em um coque. Fiz como Tyler disse, vesti o roupão e sai do banheiro. Ele estava sentado na cama, agora com uma blusa e uma caixa de primeiros socorros ao lado. Seu rosto estava menos assustado e mais lindo. Estava leve e seu sorriso conseguia alcançar seus olhos. Estava um pouco envergonhada, claro. Eu nunca tinha falado com Tyler antes, e agora estava eu em seu quarto apenas de roupão.
-Venha. Deixe eu ver como esta isso. -ele disse dando pequenos tapinhas ao lado da cama. Sentei-me de costas para ele e deixei que o roupão deslizasse ate cair na cama. Suspirei. Nunca me senti tão livre antes, mas isso acabou assim que senti ele passando o algodão com álcool em alguns machucados que estavam ali. Soltei um pequeno 'ai'.
-Desculpe. -ele disse.
-Você tem as mãos leves. Só ardeu um pouco. -eu disse. Ele riu e continuou a passar o algodão.
-Quero ser médico. Acho que tenho jeito pra isso.
-Tem sim. Vai conseguir.
-Melissa, acabei aqui. Pode virar por favor?
Ajeitei o roupão, tapando meus seios e me virei para ele. Ele limpou meus braços e enfaixou meu pulso o atadura.
-Vou deixar você dormir agora. Você acredita que ja são 3:00 da manha? -ele riu.
-Vou ficar onde, não querendo ser folgada.
-Aqui.
-Claro que não! E você vai dormir onde?
-Na sala. O sofá é mais confortável que minha cama. -ele riu alto. Seus olhos fixiram nos meus. Era forte. -Boa noite, Melissa.
-Boa noite, Tyler. -ele pegou as coisas que estavam e cima da maca e se levantou. -Ah, e obrigado.
Ele sorriu.
-De nada.
Abri a mochila que minha mãe jogara para mim e peguei uma roupa limpa, que não tivesse sangue nem o cheiro enjoado da minha casa e me deitei. Fiquei tentando desvendar o olhar de Tyler que minha menti já tinha gravado. Suspirei algumas vezes e o cansaço tomou minha mente e não foi difícil pegar no sono.